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Boletim Informativo
da ANPAP nº 13

Salvador / Cachoeira, março de 2010



Caros pesquisadores,

Estivemos nos meses de janeiro e fevereiro atualizando o nosso site www.anpap.org.br, com a colaboração dos ex-presidentes e o apoio precioso de Didonet Thomaz. Nessa oportunidade, convidamos a todos para uma visita ao mesmo, especialmente ao link referente aos anais, onde terão uma grande surpresa.

Nesse período, criou-se o cartaz para divulgação do Evento e cuidamos também do registro da nossa marca junto ao INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o qual demos entrada, após consulta feita aos membros do Conselho Deliberativo em 11/02/2010, sob a GRU 00.000.2.3.10.0075418.0 e o número 902319299.

cartaz2010
Cartaz ANPAP 2010

Em paralelo, já estamos organizando o 19º Encontro da ANPAP, cujo Edital foi lançado em dezembro de 2009, sob o tema “Entre Territórios”, encontrando-se disponível no referido site. Lembramos a todos que a data limite para envio dos trabalhos é 31 de março.



Uma comunicação importante

Conforme a categoria atual no Qualis da avaliação CAPES, os Encontros da ANPAP juntamente com os seus Anais obtiveram 'Conceito A1' e 'Conceito E2', respectivamente.

Categoria anais Categoria encontro
A1 E1
A2 E2
B1 E3
B2 E4
B3 E5
B4 E6
B5 E7
C C



Um dado interessante

Foram feitas 66 remessas pelo ANPAPInforma, nos meses de janeiro e fevereiro de 2010.



O Recôncavo da Bahia

Como o 19º Encontro será realizado na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no Centro de Artes, Humanidades e Letras na cidade de Cachoeira, daremos continuidade aos Boletins mostrando um pouco dos espaços culturais desta cidade através do olhar dos nossos pesquisadores. Desta forma, você já poderá inseri-los no seu roteiro de visita durante a sua vinda à Cachoeira em setembro próximo.

mapa_cachoeira
Mapa do Recôncavo

O Recôncavo, localizado no entorno da baia de Todos os Santos, compreende uma unidade dual da fisicalidade porto e porta portuguesa, território de “taipa de pilão”¹. Abrigou os engenhos de açúcar, desde os primórdios da colonização, e a atividade salineira², nos quais se desenvolveu a cultura escrava fervilhada nas senzalas e nos trapiches. História de grandeza e de miséria, para explicitar seu campo de convergência formado por bipolaridades: mente-matéria, saciedade-fome, fantasia-realidade. Cada par de contrários forma, por conseguinte, não apenas uma unidade, como também uma pluralidade.



O rio Paraguaçu

O rio Paraguaçu
O rio Paraguaçu
Fotografia: Danillo Barata

A presença do rio Paraguaçu³ testemunha a fixação e a exploração dos descobrimentos lusos, com a imposição da sociedade civilizada e católica, que submeteu e sacrificou os tupinambás da costa e a multidão dos nativos africanos, na maior e mais dura migração humana.

Nas duas margens do referido rio estão localizadas as sedes dos municípios de Cachoeira e São Félix, formando um belo e rico complexo urbano, ligadas pela histórica ponte D. Pedro II, inaugurada no século XIX.

Vista da Cidade de São Félix
Vista da Cidade de São Félix
Fotografia: Yumara Pessôa


Ponte D. Pedro II
Ponte D. Pedro II
Fotografia: Danillo Barata



A cidade de Cachoeira

Cachoeira teve origem numa fazenda criada por Diogo Álvares Correia, o Caramuru, no final do século XVI. Em 1674, foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira que, em 1693, foi elevada a vila e conselho. Passou à condição de cidade em 13 de março de 1837, com o título de Heróica Cidade de Cachoeira. De acordo com o IBGE, no ano de 2003 sua população era estimada em 31.071 habitantes. Sua área territorial compreende 398 km².

A Entrada de Cachoeira
A Entrada de Cachoeira
Fotografia: Danillo Barata


Ruinas à Margem do Paraguaçu
Ruinas à margem do Paraguaçu
Fotografia: Danillo Barata


Graças a seu rico patrimônio arquitetônico e paisagístico dos mais importantes da América Latina, a cidade de Cachoeira converteu-se em Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (IPHAN), conforme o Decreto n.° 68.045, de janeiro de 1971.


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1 Técnica de construção muito utilizada no período colonial, especialmente em regiões onde não existia a cal. A técnica consistia em socar a massa de terra em um pilão, em formas denominadas taipais.

2 A atividade salineira (produção de sal) foi incentivada pelo comendador Manuel de Souza Campos, a partir de viagens a Aveiro em Portugal. Foi implantada desde 1885 na cidade de Salinas, hoje denominada Salinas da Margarida, município que se limita com o Recôncavo.

3 Paraguaçu vem da corruptela do tupi Peruassú, que significa rio grande, ou mar grande Parauaçu. Também designa uma espécie de primata cabeludo, que vive em pequenos bandos nas proximidades do rio Amazonas. O nome do rio Paraguaçu foi dado em homenagem a Catarina Paraguaçu.




Dados fornecidos por Viga Gordilho e Danillo Barata.



VigaGordilho - Artista visual, Professora Doutora do PPGAV da EBA/UFBA. Realizou Exposições Individuais e Coletivas em espaços culturais em cidades brasileiras, na Europa e África. Recebeu Bolsas de Estudo e Prêmios nacionais e internacionais. É membro do Conselho Diretor do Instituto Sacatar, líder do grupo de pesquisa MAMETO certificado pelo CNPq e atual Presidente da ANPAP. vigagordilhoufba@gmail.com

Danillo Barata é Mestre em Artes Visuais pelo PPGAV - Escola de Belas Artes, UFBA. Doutorando em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do quadro permanente no Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB. Em suas pesquisas artísticas desenvolve poéticas utilizando linguagens em vídeo, arte eletrônica, fotografia e audiovisual. É o primeiro secretário da atual diretoria da ANPAP. danillo.barata@gmail.com



Referências:

GORDILHO, Viga. CANTOS CONTOS CONTAS: Uma trama às águas como lugar de passagem. Salvador: P555, 2004.


PCC do Curso de Cinema e Audiovisual e o PDI da UFRB.




O Boletim Informativo é de responsabilidade da Diretoria da ANPAP,
editado pela Presidente, revisado por Simone Trindade e conta com o apoio do núcleo de Design:

Laís Andrade Souza - emaildelais@gmail.com
Marilei Fiorelli - marifiorelli@gmail.com
Vitor Menezes - menezesvitaum@hotmail.com
Cibelle Moraes - cibellemoraes@gmail.com