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Boletim Informativo da ANPAP Salvador nº 09
setembro de 2009


Prezados anpapianos,

Este é o último Boletim Eletrônico que os senhores recebem antes do Evento, portanto, priorizamos alguns avisos para operacionalizar da melhor forma possível a vinda de todos vocês.

Inicialmente, convidamos a todos para a abertura oficial do 18° encontro a realizar-se no dia
22 de setembro às 19h no Teatro Martim Gonçalves, com a palestra do artista Miguel Molina da UPV Espanha e às 21h para a abertura da exposição coletiva “Outros Papéis” na Galeria Cañizares.
Salientamos que ambos os espaços estão situados na Av. Araújo Canela, respectivamente números 292 e 212, portanto bem próximos.

Sejam todos bem-vindos às águas da Bahia nesta primavera de 2009, com a certeza de que para nós é uma honra presidir a ANPAP, que neste ano tornou-se nossa grande companheira.


Alguns avisos importantes:


1- Tragam a carterinha de associado para receber o selo de 2009.


2- Transporte - disponibilizaremos um micro-ônibus nos dias:

1º dia - 20/09 - saída do aeroporto - 17:00 horas
2º dia - 21/09 - saída do aeroporto - 18:00 horas
3º dia - 22/09 - saída do aeroporto - 11:00 horas
4º dia - 22/09 - saída do aeroporto - 16:00 horas
5º dia - 23/09 - saída do aeroporto - 11:30 horas

6º dia - 26/09 - saída do hotel SOL MARINA Vitória/aeroporto - 12:30 horas
7º dia - 26/09 - saída do hotel SOL MARINA Vitória/aeroporto - 15:30 horas

Os  horários acima indicados  serão realizados através de MICRO-ÔNIBUS COM AR CONDICIONADO E CAPACIDADE PARA  24 (vinte e quatro) passageiros  
 
Obs: Haverá uma tolerância de trinta (30) minutos com referência aos horários estabelecidos  e os veículos ou recepcionistas serão identificados com os cartazes referentes ao Encontro da ANPAP.


3- Lançamentos de livros acontecerão no dia 23 de setembro às 19 h na pracinha junto à livraria. Contato: Sr. Claudionor Souza, LDM Livraria - loja@livrariamulticampi.com.br

 

Relação dos autores e títulos:

LANÇAMENTOS ANPAP 2009

1

Alberto Freire de Carvalho Olivieri

O Primeiro Vaso. O Desenho em Cinco Dimensões

2

Ana Mae Barbosa

Arte e Ensino, História e Memória

 

Ana Mae Barbosa

Ensino da Arte

 

Ana Mae Barbosa e Rejane Coutinho

Arte/educação como mediação cultural e social

3

Carmen S. G. Aranha (assistentes de pesquisa: Amauri Brito, Alex Rosato e Evandro C. Nicolau)

Exercícios do Olhar. Conhecimento e Visualidade

4

Christine Mello

Extremidades do vídeo

5

Denilson Conceição Santana

A Arte Pós-Moderna. Da Semiótica ao uso da História

6

Erinaldo Alves do Nascimento, Jorge Aquino e Pablo Capistrano

Ensaios Pós-metafísicos: Ética, Poesia e Pesquisa.

7

Felipe Scovino

Arquivo Contemporâneo

8

Franciele Filipini

Arte Contemporânea em Diálogo com as Mídias Digitais

9

Geraldo Souza Dias

MIRA SCHENDEL - Do Espiritual à Corporeidade

10

Jorge Anthonio e Silva

ARTES E PANTEMPORANAEIDADE

 

Jorge Anthonio e Silva

ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO: ARTE E LOUCURA

 

Jorge Anthonio e Silva

O FRAGMENTO E A SÍNTESE

 

Jorge Anthonio e Silva

WEFGA NERY: A BALADA INTERIOR

11

Lílian Amaral e Ana Mae Barbosa

Interterritorialidade

12

Lucimar Bello

vasas.cidades.dos Alpes ao Ilha de Capri

 

Lucimar Bello

encontros.interlocuções.agradecimentos

13

Manoel Bellotto e Neide Marcondes

DRESDEN. A FLORENÇA DO ELBA sob o olhar pictórico de Bernardo Bellotto, o Canaletto

14

Maria Beatriz Medeiros

Corpos informáticos. Arte, cidade, composição.

15

Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva e Sandra Makowieck

LINHAS CRUZADAS: ARTES VISUAIS EM DEBATE

16

Maria Herminia Olivera Hernández

A Administração Temporal do Mosteiro de São Bento da Bahia

17

Maria Virgínia Gordilho Martins

Onde as casas se vestem de céu?

 

Maria Virgínia Gordilho Martins

Ruinas Fratelli Vita

18

Maristela Ribeiro

Fendas e Frestas: a mulher da contemplação à interlocução

19

Moema Lúcia Martins Rebouças e Adriana Rosely Magro

A cidade que mora em mim

20

Newton Rocha Filho (Goto) / (Didonet Thomaz)

Circuitos compartilhados: registros de ações artísticas em circuitos autodependentes. Catálogo de sinopses /Guia de contextos.

21

Orlando Maneschy e Ana Paula Lima

JÁ! Emergências contermporâneas

22

Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais

Cadernos do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da EBA/UFBA

 

Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais

Revista Cultura Visual do PPGAV. Nº 3 e 4

 

Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais

Revista Cultura Visual do PPGAV. Nº 5

 

Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais

Revista Cultura Visual do PPGAV. Nº 6 e 7

 

Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais

Revista Cultura Visual do PPGAV. Nº 11

 

Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais

Artes Visuais. Pesquisa Hoje. Org. Maria Celeste de Almeida Wanner.

23

Raimundo Martins e Irene Tourinho 

Educação da Cultura Visual - Narrativas de Ensino e Pesquisa

24

Ricardo Guimarães

Pequeno Livro de Reembolso

 

Ricardo Guimarães

Palavras trocadas

25

Roberto Conduru

Arte Afro-brasileira

26

Robson Xavier da Costa

Intervenções: artes visuais em debate. nº 02

27

Robson Xavier da Costa e Martinho Guedes dos Santos Neto

Pesquisa em História: temas e abordagens

28

Sandra Regina Ramalho de Oliveira e Sandra Makowiecky

Uma História da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas

 

Sandra Regina Ramalho de Oliveira e Sandra Makowiecky

O Estado da Arte da Pesquisa em Artes Plásticas no Brasil

29

Sandra Terezinha Rey

Revista Porto Arte 25

30

Sebastião Pedrosa e Madalena Zaccara

Artes Visuais: Conversando Sobre

31

Selma Cardoso, Elyane Lins e Eloisa Petti

Arte e Cidade. Imagens, Discursos, Representações. Coletânea 1.

32

Sheila Cabo Geraldo

Revista Concinnitas

33

Sílvio Zamboni

Silvio Zamboni PB

 

Sílvio Zamboni

REFLEXO TRANSPARÊNCIA

 

Sílvio Zamboni

A Fotografia Neoconcreta





4- Critérios para o horário das apresentações:

 

1. Os horários das apresentações serão obedecidos rigorosamente;

2. Caso alguém não esteja presente no horário marcado, os trabalhos serão interrompidos até o horário seguinte e o tempo será ocupado com discussões;

3. O trabalho seguinte não será adiantado;

4. Caso o pesquisador chegue no meio do horário previsto para sua apresentação, terá apenas metade do tempo para apresentá-lo;

5. Caso chegue após o horário, ficará para o fim, desde que haja a anuência dos demais participantes da sala;

6. Observamos também que este ano haverá dois coordenadores por mesa: o que apresentará no primeiro horário e o que apresentará após o intervalo, devendo assim haver também dois debates, conforme horários detalhados na PROGRAMAÇÃO (ver BOLETIM EXTRA II).


5- Programação alternativa para o dia 26 de setembro (sábado)

Os participantes que não forem associados, ou seja, as pessoas que não participarem da Assembléia Geral do dia 26, mas tiverem vôos marcados para a noite, ou para o Domingo, poderão optar por um passeio para conhecer o Instituto SACATAR, localizado na ilha de Itaparica.

As adesões (significando que o interessado arcará com o custo do passeio - R$30,00 por pessoa, incluso transporte terrestre e almoço) poderão ser  planejadas antecipadamente, mediante contato com Nicole (contato@anpap.org.br), com confirmação até o dia 23 de setembro. A taxa deverá ser paga diretamente a Augusto Albuquerque no Instituto Sacatar no dia da visita.

Registramos ainda que os interessados deverão pegar a lanchinha às 10 h em frente ao Mercado Modelo (R$ 3,00) e o número mínimo para o passeio acontecer é de dez pessoas.



6- Números das salas

Como devem ter observado na divulgação da programação do 18º Encontro Nacional, os espaços a serem ocupados pelo evento receberam temporariamente números de 01 a 07, para facilitar a localização. Solicitamos que todos observem o mapa de localização inserido também no Boletim Extra 02.


7- KIT Encontro

No ato do credenciamento, que acontecerá no Hall da entrada da Escola de Belas Artes, a partir das 8 h do dia 23 de setembro, cada participante devidamente inscrito receberá uma sacola elaborada pela designer Goya Lopes, feita exclusivamente para a ANPAP, contendo:

  • - Programação/ Boton / Etiqueta (que deverá ser personalizada por cada pesquisador)

  • - Anais do 18° Encontro Nacional em CD
    - Bloco de anotações
    - Caneta esferográfica preta
    - Certificado de Participação
    - Informativos gerais
    - Uma garrafinha de água com a marca ANPAP
    - Amostra da cocada baianinha





Conheça agora o Palacete das Artes Rodin Bahia
que abrigou a exposição terra-Terra em abril de 2009

por Conceição Fernandes, artista visual, mestra do PPGAV/EBA/UFBA


A mansão da família de Bernardo Martins Catharino, construída em 1912 no bairro da Graça, projeto de Rossi Baptista, arquiteto italiano que se radicou na cidade do Salvador, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC. E foi selecionada para abrigar o Museu Rodin Bahia, também pelo fato de guardar uma relativa semelhança com o Hotel Biron, local onde está instalado o Museu Rodin Paris (edificação do século XVII). A partir de julho de 2007 passou a se chamar Palacete das Artes Rodin Bahia, buscando acolher outras linguagens artísticas.


casarão
Mansão Bernardo Martins Catharino - Rua da Graça, 284


O sótão amplo – cerca de 180m² – em moldes de um telhado mansarda da referida mansão abrigou a Exposição terra-Terra, em abril de 2009 e este espaço, no ponto mais alto do Palacete, pode ser percebido como um lugar tomado por uma atmosfera cósmica, com alternância de espaços vazios em penumbra e corpos cerâmicos semi-iluminados pendentes de estruturas aéreas, ao som das Proto-estrelas gravadas em áudio.


Granulações
Detalhe em vista aérea da Exposição terra-Terra, da artista Conceição Fernandes,
no sótão do Palacete das Artes Rodin Bahia
Fotografia: Laís Andrade


sótão
Sótão sinalizado na cor amarela, na vista lateral da Mansão Martins Catarino, interligada à
Sala de Arte Contemporânea, complexo onde funciona o Palacete das Artes Rodin Bahia


Assim, foi escolhido este lugar alto, em busca do mundo celeste, aéreo, para instaurar um “sítio cósmico” como resultado plástico da pesquisa de mestrado de Conceição Fernandes: terra-Terra: um movimento poético com o barro cozido, sob a orientação da Profª Drª Maria Virgínia Gordilho Martins (VigaGordilho), para o PPGAV - EBA - UFBA. A dissertação foi defendida em 17 de julho de 2009, tendo sido aprovada com distinção e indicada para publicação.

Na área central do sótão, então, às vigas, foi amarrada uma estrutura espiralada de onde penderam grãos cerâmicos em cabos de aço, as Granulações, sugestão de uma grande espiral galáctica, uma instalação que ocupou o volume de 78m³, envolvendo o observador por inteiro, que podia caminhar entre seus grãos. Através deles, a obra dialogou com fragmentos, cacos, sementes-estrelas, cipós, constelações, luzes, penumbras e sombras das outras obras.


granulações
Granulações, 2009 - cerâmica, aço, luz fria, sombra e som
Fotografia: Laís Andrade


A obra Sítio cósmico, produzida em 2007, tensionada entre dois pilares, com sua bagagem conceitual e formal – faz referência à forma do primeiro mapeamento da Via Láctea – sintetizava em sua ambivalência este sítio, um lugar sustentado pela imaginação, em cujo eixo movimentam-se lendas, mitos e suas atualizações, fatos e sonhos, sons e impressões visuais, ações extrovertidas e percepções introvertidas, terra e Terra.


Sítio Cósmico
Sítio Cósmico, 2007 - cerâmica, aço, madeira, luz quente, sombra e som
Fotografia: Laís Andrade


Acerca da vontade da ação extrovertida de interferir com a massa cerâmica, a terra, foi instalada a obra Caco-cipó, cuja forma triangular modular imaginada a partir de diagrama gerado pela geometria fractal, foi em treze cabos de aço distendida na parte posterior do sótão.

Com ela foram feitas reflexões, percepções introvertidas, acerca da ordenação da matéria que se manipula no exercício criador, revelando imagens significativas para a consciência do homem. Por isso ele reúne cacos, seleciona pedaços, transforma o fracionado em inteiro, agregando e ajustando a forma como praticam as louceiras nas comunidades rurais da Bahia.


Caco-cipó
Caco-cipó, 2008 - cerâmica, aço, luz quente, sombra e som
Fotografia: Laís Andrade


Então, as Proto-estrelas, objetos referentes à cerâmica popular da Bahia, sementes seculares das tradições tupi-guarani e européia que aqui foram hibridizadas, de seu lugar ao chão, continuaram gritando sua presença através de seus grafismos / agentes de sonoridade, lembrando-nos sempre dos cantos do fazer poético e também dos Cantos do joão-de-barro.


Proto-estrelas
Proto-estrelas, 2007 - cerâmica, aço, luz quente e som
Fotografia: Laís Andrade


Essa outra obra manteve a forma das sementes na transparência de seus quatro módulos, ressaltando de novo a força dos grafismos, desta vez formados por fragmentos de terra cozida: ‘Voluta’ e ‘Palma’, relacionados à tradição européia, e outros dois ‘Tum Pa’ e ‘Caminho de estrelas’, que fazem menção às tradições indígenas baianas.


Cantos do joão-de-barro
Cantos do joão-de-barro (Tum Pa e Voluta), 2009 - fragmentos de terra cozida,
poliestireno cristal, nylon, luz quente, sombra e som
Fotografia: Laís Andrade


Ter os grafismos projetados no chão do sótão foi como ver as estrelas do céu na terra. E, em direção oposta, tê-los sólidos em matéria terrosa suspensos em espaço aéreo foi como ver a Terra no céu, que sintetizo no movimento terra-Terra, terra terrestre e Terra celeste.





Conceição Fernandes
Maria da Conceição Andrade Souza
Salvador – Bahia, 1956

Mestra em Artes Visuais, EBA, UFBA, Pós-graduada em Arteterapia, IJBA - FBDC, Graduada em Artes Plásticas, EBA, UFBA. Integra o grupo de pesquisa do CNPQ - Matéria, Memória e Conceito em Poéticas Visuais Contemporâneas - MAMETO, dando prosseguimento a seus estudos sobre o procedimento cerâmico e desenvolvendo uma obra visual-sonora e híbrida em espaço aéreo. Organiza e ministra cursos e oficinas em cerâmica como linguagem poética. Realizou exposições coletivas e individuais, tem participado de salões e bienais, tendo recebido prêmios.

 

www.conceicaofernandes.com.br
marconfe@gmail.com