Jantar

O jantar por adesão acontecerá no dia 27 (quarta-feira) nas dependências do Vitória Hotel Convention Paulínia (na cidade de Paulínia próxima a Campinas). O translado é gratuito e oferecido pelo Vitória Hotel Express de Campinas. O valor do jantar (sem bebida) é de R$65,00 por pessoa, sendo necessário que efetuem antecipadamente o deposito na conta bancária da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas [Banco Itaú, ag.1652 cc.20234-0, CNPJ 59.573.386/0001-­73] e enviem o comprovante e nome para anpap.secretaria20172018@gmail.comTeremos somente 110 lugares que serão preenchidos conforme o envio do pagamento.

Palestrantes confirmados no 26º Encontro da ANPAP 2017

Por motivos pessoais em decorrência da passagem do furacão Irma, infelizmente, não teremos mais a presença de Lliliana Llanes no 26o Encontro da ANPAP.

28/setembro - 5a.feira, 11h00

Ana Matos com a palestra “Memória e Utopia: as formalidades de lugares que (não) existem”.

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa. Fundadora e diretora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003. Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010. Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação”, fundada em 2014. Curadora da Fundação José Saramago. Mestre em Estudos Curatoriais com a dissertação intitulada «Que galeria para o século XXI? — Uma possível reflexão», e graduada em Engenharia Informática pelo Instituto Superior Técnico em 1995. Desde 2003, a Galeria das Salgadeiras já apresentou mais de 110 exposições, um terço das quais "fora de portas" em parcerias nacionais e internacionais (Espanha, Grécia, República Checa e Roménia), com museus, centros culturais e galerias privadas. Tem desenvolvido parcerias com diversos festivais como Bairro das Artes, Festival InShadow, FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos”, Encontros da Imagem (Lisboa e Braga), Hay Festival (Espanha, Granada) e Trienal Movimento Desenho 2012 (Lisboa). A Galeria das Salgadeiras representa Cláudio Garrudo, Eva Díez, Ilda Reis, Joanna Latka, Marta Ubach, Teresa Gonçalves Lobo e Tiago Casanova.

Mediadora. Ana Letícia Fialho

Diretora do Departamento de Estratégia Produtiva Secretaria da Economia da Cultura/Secretaria da Economia da Cultura/Ministério da Cultura. Doutora em ciências das artes e da linguagem pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris (EHESS), mestre em gestão cultural pela Universidade de Lyon II e bacharel em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi gerente executiva do Cinema do Brasil (2015-2016), coordenadora de pesquisa e consultora em inteligência comercial do Projeto Latitude (2012-2015) e pesquisadora associada ao programa de pós-doutorado do Instituto de Estudos Brasileiros da USP (2014-2016). Com mais de quinze anos de experiência profissional nas áreas de ensino, pesquisa e gestão cultural, já atuou junto a organizações como a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT), Base7, Fórum Permanente, Fundação Iberê Camargo , Fundação Bienal do Mercosul, Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, SEBRAE, SENAC, SESC, entre outras. É co-autora dos livros “Sociologia das artes visuais no Brasil” (SENAC, 2012), “O valor da obra de arte” (Metalivros, 2014), “Outras histórias na arte contemporânea” (Paço das Artes, 2016).

28/setembro - 5a.feira, 18h00

Sara Ramo com a palestra "Como aprender o que acontece na normalidade das coisas"

Vive e trabalha entre as cidades em São Paulo, Brasil. Filha de pai espanhol e mãe mineira, a artista sempre transitou entre os dois países, até que em 1996 se estabelece em Belo Horizonte, cidade onde aprimora sua formação em artes, que pode manifestar-se através de trabalhos em vídeo, collage, fotografia ou instalações. O trabalho de Ramo se vale do território cotidiano para construir um sistema que tem na desordem, paradoxalmente, o seu método. Na subversão das funções habituais dos objetos e dos espaços, valendo-se da estratégia do absurdo muitas vezes, a artista forja uma obra que, no limite, nos indaga sobre a nossa força criativa enquanto sujeitos. A artista iniciou sua formação na Universidade Complutense de Madrid, posteriormente formou-se em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Minas Gerais. A artista já recebeu diversas premiações, como o da Fondation D’Enterprise Hermès em 2010 e a Beca de Artes Plásticas Marcelino Botin em 2014. Entre suas exposições institucionais recentes destacam Para Marcela e as Outras, Capela do Morumbi, SP, Brazil. A mão negativa, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil 2015; Project 35 (+). The Last Act, new Garage Museum of Contemporary Art de Moscú, Rusia, 2014. Desvelo y traza, Matadero, Madrid y Centre d’lArt la Panera, Lleida, Espanha, 2014; Punto Ciego, EAC Espacio de Arte Contemporáneo, Montevideo, Uruguay, 2014. Se o tempo estiver favorável, 9ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2013; Sharjah Biennial 11, Sharjah, United Arab Emirates, 2013; Imagine Brasil, Astrup Fearnley Museet, Oslo, 2013. Planos de Fuga, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, 2012; Sin Heroismos, por favor, CA2M, Centro Dos de Mayo, Madrid,2012;  Penumbra, Fundação Eva Klabin, 2012. De exposições mais antigas se destacam: o Panorama 2003 (Desarrumado) da arte Brasileira,  de MAM-São Paulo, 2011. Há sempre um copo de mar para um homem navegar, 29 Bienal de São Paulo, SP, 2010.  Fare Mondi, 53 Bienal de Veneza, Italia,2009.

Mediador. Andrés I. M. Hernandez

Doutorando no Instituto de Arte da UNICAMP e Mestre em Teoria, Crítica e Produção em Artes Visuais, Andrés Hernández, foi coordenador de exposições na Bienal de Havana coordenador executivo do departamento de curadoria do Museu Arte Moderna de São Paulo MAM-SP (2005-2010) e coordenador de projetos da Luciana Brito Galeria, além de membro do Conselho Consultivo de Arte do MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães) em Recife (2009 – 2013) e do CIMAM. Como artista atuou na performance El cuerpo del silencio, de Tania Bruguera, Ateliê da artista (Havana – Cuba, 1998.) Também participou da performance Tatuagem Dimensional, da artista Laura Lima/Galeria Casa Triângulo (ArcoMadrid - Madri, 1999) e ainda na performance Respiração Mais, dos Irmãos Guimarães (Mouson – Frankfurt, em 2013). Tem em seu currículo diversas curadorias ( Projeto Ocupação A Pipa, 2010 - 2016 ; Metáforas Construidas, individual de Regina Silveira na Colômbia em 2015, no jardim da academ[ia] Galeria da UNICAMP e na Universidade Federal de Uberlândia, em 2016] ,... porque qualquer SEMELHANÇA é PURA coincidência? na Galeria Quarta Parede e produção de exposições ( Made by ...Feito por Brasileiros, no antigo hospital Matarazzo em 2014, Oswaldo Vigas no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC USP),   assim como textos publicados no Brasil e no exterior, bem como palestras, cursos, coordenação de projetos editoriais e participação em comissões e juris de Artes Visuais. Foi professor convidado no Instituto de Artes da UNICAMP em 2016 [http://lattes.cnpq.br/6098902819073749].

29/setembro - 6a.feira, 11h00

Denilson Baniwa com a palestra "Entre artistas e pajés : arte contemporânea indígena e a relação entre o artista e a sociedade não-indígena”

Denilson Baniwa, do povo indígena Baniwa é natural do Rio Negro, interior do Amazonas. É artista plástico e designer que procura através da arte divulgar a cultura, conhecimento e diversidade indígena. É co-fundador da Rádio Yandê que através da etnocomunicação mostra a voz das populações indígenas e as coloca como protagonistas dentro da sociedade nacional. Além disso como youtuber/comunicador busca mostrar como é para um indígena sair da sua região e viver/conviver na realidade da cidade grande frente os desafios, preconceitos existentes e a luta pela afirmação da identidade nos contrastes entre a cultura indígena e a da cidade.

Mediadora. Ilana Seltzer Goldstein 

Mestre em Direção de Projetos Culturais pela Universidade Paris 3, mestre em Antropologia Social pela Unicamp. Foi docente e depois coordenadora do MBA em Bens Culturais da FGV, de 2008 a 2014 e, desde então, é professora no Departamento de História da Arte da Unifesp, além de membro do Programa de Pós-Graduação em História da Arte da mesma Instituição. Suas publicações tratam, sob diversos ângulos, das interfaces entre arte contemporânea, políticas culturais, povos indígenas e museus. Destacam-se, por exemplo: ‘Reflexões sobre a arte "primitiva": o caso do Musée Branly’ e ‘Autoria, autenticidade e apropriação na arte indígena da Austrália’. Ilana foi uma das criadoras daProa - Revista de Antropologia e Arte, que co-editou durante cinco anos, e tem também experiências de curadoria, sendo a mais recente a exposição ‘O Tempo dos Sonhos: arte aborígene contemporânea’ (atualmente em cartaz na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte).

Lançamento e venda de livros

Pesquisadores interessados em promover o lançamento e a venda de seus livros durante o 26º Encontro da ANPAP, por favor, entrem em contato com João Carlos por email: copolavendas@gmail.com ou por telefone: (19) 99842-8404.

Nota de repúdio ao fechamento da exposição “QueerMuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira”

A Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas – ANPAP – por meio desta nota vem expressar sua indignação diante do fechamento, no dia 09 de setembro de 2017, que interrompeu de forma antecipada a visitação à exposição “Queer Museu – Cartografias da diferença na arte brasileira” no Santander Cultural, na cidade de Porto Alegre (RS). Esta ação do Santander Cultural fere a relação arte-público-instituição, uma vez que limita a liberdade de expressão, um dos princípios essenciais da Arte, e o acesso das pessoas a estas obras e às reflexões que elas possam suscitar.

O mote da referida exposição com curadoria de Gaudêncio Fidelis era a diversidade de expressão de gênero e as diferenças na Arte e na Cultura, entendendo que uma discussão ampla e reflexiva destas questões são demandas da contemporaneidade. Neste sentido, corroboramos a importância da convivência de todos os movimentos sociais e vetores políticos e culturais, que organizam vozes, escutam minorias, potencializam falas, constroem saberes. Estes tempos de embates produtivos evocam novos territórios e apresentam-se fundamentais para a constituição de uma sociedade democrática.

Em suma, manifestamos nosso repúdio a tal atitude compartilhando nossa indignação e expressando nosso apoio para com aqueles que lutam pelo respeito às diferenças e à liberdade de expressão.

Diretoria ANPAP Biênio 2017-2018

Campinas, 18 de Setembro de 2017

Nota de Apoio: UERJ

A Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP) em sua missão de estimular e promover o desenvolvimento e difusão da pesquisa em artes plásticas e visuais no país, através de todos os meios disponíveis, reafirma seu compromisso com esses preceitos e, vem por meio desta nota apoiar o trabalho e a luta de docentes, funcionários e alunos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), pelo restabelecimento das condições de ensino, pesquisa e extensão que sempre caracterizaram a excelência e qualidade inegável de 64 anos de contribuição à sociedade e ao país.

A ANPAP em sua preocupação e comprometimento com os caminhos da pesquisa nacional ressalta, dessa forma, que é imprescindível, não apenas a preservação da dignidade dos servidores e alunos da UERJ, mas também o devido reconhecimento e respeito para com as atividades fins desta Instituição no que tange ao desenvolvimento científico e artístico da nação. Espera-se que o governo estadual do Rio de Janeiro se sensibilize e tome as providências cabíveis para que a Universidade possa voltar a atuar de modo preciso e satisfatório, sendo garantido o grau de excelência que sempre norteou a UERJ. É inadmissível qualquer tipo de retrocesso que coloque em xeque a educação e a pesquisa como formas de independência e autonomia intelectual e científica do país.

Diretoria ANPAP Biênio 2017-2018